segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Biodiversidade: o Mediterrâneo é o mar mais ameaçado do mundo





"Os impactos das atividades humanas são proporcionalmente mais importantes no Mediterrâneo que em outros mares do mundo", diz o informe. A explicação reside em sua história - é uma região habitada há milênios- e em sua geografia, de mar quase fechado.

Os mamíferos marinhos, como os cachalotes e os golfinhos, pagaram caro. E algumas espécies emblemáticas, como a foca-monge do Mediterrâneo, praticamente desapareceram.

Entre a lista de ameaças, "a degradação e a perda do hábitat é a mais extensa hoje em dia", escrevem os especialistas, que citam como causas "o desenvolvimento do litoral" da bacia mediterrânea e a contaminação.

A pesca em excesso é a segunda ameaça para a biodiversidade, correndo-se o risco de que aumente nos próximos dez anos, diz o informe.

Mas a particularidade do Mediterrâneo é a presença importante de espécies invasivas, "um fator crucial que seguirá modificando a biodiversidade".

Calcula-se que as espécies, provenientes de outros mares, somem mais de 600, ou 4% do total das recenseadas.

Estas espécies exógenas, "cujo número aumentou nas últimas décadas", foram transportadas, principalmente, em barcos - através do canal de Suez e do estreito de Gibraltar.

O relatório lembra que "a dispersão da Mnemiopsis Leidyi (ctenóforo americano) de Israel até a Espanha, em 2009, foi motivo de grande preocupação devido a seu impacto conhecido nos ecossistemas e zonas pesqueiras".

Espécies como a ostra ou a amêijoa japonesa foram introduzidas voluntariamente. "Os criadouros de ostras se transformaram em verdadeiras portas de entrada" para toda uma série de algas, destacam os especialistas.

O aquecimento climático continuará acentuando o fenômeno.

Um mar mais quente atrairá novas espécies tropicais, e as populações presentes no Mediterrâneo emigrarão para novas zonas, que por enquanto não lhes são favoráveis, diz o relatório, que descreve um fenômeno de "tropicalização".

Sem dúvida "uma ameaça" à biodiversidade, mas também nova riqueza em outras zonas, escrevem os cientistas.

Mas "de modo geral, o estabelecimento de espécies exógenas de origem tropical poderia levar à perda do caráter particular das comunidades mediterrâneas".

Os cientistas concluem que "é necessário desenvolver uma ampla análise das iniciativas necessárias em matéria de conservação para preservar a biodiversidade mediterrânea". Acrescentam que, dessa forma, este mar pode converter-se, neste âmbito, "em modelo para os oceanos do mundo".

Estudo: Japão e Austrália têm a maior biodiversidade marinha



Água viva de águas profundas usa bioluminescência para "gritar" por socorro quando atacada. Animal foi registrado a 805 m de profundidade no leste da ilha de Izu-Oshima, no Japão


Caranguejos, lagostas e outros crustáceos são as espécies mais comuns nos oceanos e nos mares da Austrália e do Japão, cujas águas são as mais variadas, de acordo com um censo da vida marinha divulgado nesta segunda-feira.
"Fizemos uma descoberta. Aprendemos coisas novas", disse Jesse Ausubel, um dos fundadores do projeto Censo da Vida Marinha, que reuniu a extensa pesquisa. As águas do Japão e Austrália abrigam cada uma cerca de 33 mil formas de vida que foram alçadas à categoria de "espécie".
As águas da China, do Mar Mediterrâneo e do Golfo do México também estão na lista das cinco regiões marinhas com maior biodiversidade, segundo o censo preliminar na divulgação dos dados na Biblioteca Pública de Ciências (PLoS ONE).
O ambicioso censo é o resultado de uma pesquisa realizada por 360 cientistas a um custo de US$ 650 milhões ao longo de 10 anos.
O inventário será completado com informações obtidas em países como Indonésia, Filipinas, Madagascar e no Mar da Arábia, em um trabalho mais amplo que será divulgado em outubro. Mesmo com isso, o inventário ficará incompleto, indicou Nancy Knowlton, da Smithsonian Institution e responsável pela pesquisa nos recifes de corais.
Até agora, o estudo cadastrou por volta de 10.750 espécies conhecidas e com nome em determinadas regiões, e os pesquisadores acreditam que, para cada espécie conhecida, haja pelo menos quatro a serem descobertas. E a descoberta de que os crustáceos são os mais numerosos, mudará a forma como os seres humanos apreciam o mar.

"Quando nós homens pensamos no oceano, pensamos em peixes e em baleias", disse Ausubel. "Mas os grandes mamíferos representam apenas 2% da diversidade; e os peixes, 12%. Deveríamos pensar primeiro em crustáceos e moluscos", acrescentou.

Quase a quinta parte de toda a vida marinha é composta de crustáceos, seguidos de perto pelos moluscos - lula, polvos, caramujos e lesmas - que representam 17%. Depois, com 12%, estão os peixes, entre os quais estão os tubarões.

Os micro-organismos unicelulares das famílias dos protozoários e das algas, assim como outros tipos de organismos com forma de planta, estão em quarto lugar, com 10%.

Os conhecidos mamíferos marinhos, como as baleias, estão incluídos nos vertebrados categoria "outros" e representam apenas uma pequena parte da biodiversidade marinha. As algas, protozoários, aves e mamíferos marinhos que cruzam com frequência os oceanos do mundo são consideradas as espécies mais cosmopolitas, já que foram registradas em mais de uma região.

"As espécies marinhas sofreram um grande declínio - em alguns casos as perdas são de 90% - devido às atividades humanas e muitas entram direto em extinção, como aconteceu com muitas espécies terrestres", disse Mark Costello, da Universidade de Auckland, Nova Zelândia, ao explicar a urgência de se completar o inventário.

Direitos de autor : AFP

Protecção do ambiente representa 1,38 por cento dos impostos


2012-01-13

Dos impostos pagos em 2010, 1,38 por cento é aplicado em áreas de protecção ambiental. Os dados constam do novo site do Governo, através de uma ferramenta que permite fazer uma simulação, «para fins pedagógicos» da distribuição dos impostos de 2010, por contribuinte, relativos aos rendimentos anuais brutos de 2009.
Para uma família média, com um filho e rendimento bruto de 40 mil euros, o total de impostos pagos é de 5341,03 euros. Desses, 73,92 euros são canalizados para protecção ambiental. A maior fatia de impostos vai, no entanto, para a protecção social, com 34,97 por cento.

Dentro da protecção ambiental, a maior despesas está relacionada com gestão de resíduos. Esta área representa 32,16 por cento (no caso da presente simulação, equivale a um total de 23,77 euros), seguida de perto por serviços não discriminados de protecção do ambiente (30,79 por cento), protecção da biodiversidade e da paisagem (19,45 por cento), gestão de águas residuais (17,18 por cento) redução da poluição (0,39 por cento).

A investigação em protecção do ambiente tem uma fatia residual do montante pago em impostos. No total dos 73,92 euros canalizados para protecção ambiental, apenas 0,02 euros são aplicados nesta área.

in ambiente online

Autor / Fonte
Marisa Figueiredo

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ambientalistas pedem maior protecção de zonas marinhas


Portugal tem uma costa «muito grande» e devia apostar mais na protecção das zonas marinhas, algumas ameaçadas pela sobrepesca e pela «utilização desregrada», defendem entidades ambientalistas, numa altura em que o país pretende alargar a Zona Económica Exclusiva.
As medidas de preservação têm efeitos positivos na conservação da biodiversidade e acabam por beneficiar também a pesca, resultado da melhor gestão dos recursos. E as zonas marinhas protegidas são procuradas por turistas nacionais e estrangeiros que procuram usufruir da natureza, defendem responsáveis da Quercus e da Liga para a Protecção da Natureza (LPN).

Em Portugal existem 12 áreas marinhas protegidas, quatro delas no continente. Aos Parque Marinho da Arrábida, Parque Marinho do Litoral Norte e Reserva Marinha das Berlengas, junta-se o Parque Marinho do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina que «está em fase de regulamentação»

Ver toda a noticia... http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2852

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

IV concurso para concessionários balneares





No passado dia 13 de Dezembro de 2011 a concessão de praia gerida pela empresa Augusto Carolo e filhos Lda. esteve presente num seminário de apresentação dos relatórios da Bandeira Azul na época balnear 2011. Neste mesmo seminário também se deu a entrega de prémios do concurso a nivel nacional para concessionários balneares, no qual esta concessão da Praia da Areia Branca se inscreveu.

A concessão ficou classificada em 1º lugar (em 28 concorrentes)! Estamos a dar a conhecer a PAB ao pais inteiro! Estamos num bom caminho!

Parabéns!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Os Agueiros - perigos escondidos


O que são?Os agueiros são correntes superficiais que se localizam nos locais da praia com águas aparentemente calmas, correspondentes a fundões existentes entre os bancos de areia ou junto a pontões. Quando o vento e as ondas empurram continuamente a água na direcção da costa, essa água é forçada pela chegada de novas ondas a deslocar-se para um dos lados dos bancos de areia onde a ondulação quebrou, até encontrar uma zona mais funda onde se escapa novamente para o oceano. Estes canais de água em movimento em direcção a mar alto resultam assim do retorno ao oceano das massas de água trazidas pela ondulação e podem atingir uma velocidade máxima de 2.5 m/s o que torna muito difícil nadar contra este tipo de correntes superficiais.

O que fazer?

1- Prevenção
Antes de entrar na água, observe onde quebra a ondulação. Não entre em zonas de águas calmas onde as ondas não quebram: a ausência de ondulação pode significar a presença de um agueiro!

2- Não nade contra a corrente

Se for apanhado num agueiro, não nade em direcção à costa, mas sim paralelamente à mesma, até sair da zona de correntes ou até haver ondulação que o empurre para terra.

Da mesma forma, um surfista que resgate alguém aflito deverá remar primeiro paralelamente à costa e só fora da zona de correntes remar para terra.

3 – Poupe energias

Se não conseguir nadar paralelamente à costa para sair do agueiro, poupe energias e flutue apenas, até os meios de salvamento o alcançarem. Lembre-se que a exaustão é a principal causa de afogamento em agueiros.

Para mais informações consultar: www.ripcurrents.noaa.gov

Fonte: s.o.s salvem o surf

domingo, 12 de junho de 2011

BREATHE IN , BREATHE OUT

domingo, 24 de abril de 2011

Praias e linhas de água do concelho estão na mira da Administração da Região Hidrográfica do Tejo: Ministério do Ambiente promete 1,5 milhões



Apesar das dificuldades orçamentais do país, a ARH - da Região Hidrográfica do Tejo vai investir este ano, no concelho da Lourinhã, cerca de 1,5 milhões de euros em obras ou projectos para zonas balneares e linhas de água. É o que consta no plano e orçamento deste organismo regional do Ministério do Ambiente, que o ALVORADA teve acesso, o que deixou surpreendida e satisfeita a Câmara Municipal da Lourinhã. “É generoso”, resume o vereador Vital do Rosário.


O compromisso de reforçar a acção da ARH Tejo no concelho da Lourinhã foi transmitido ao executivo municipal no decorrer de uma visita que o presidente deste organismo fez ao território municipal na passada segunda-feira.
(...)
As conclusões são as seguintes:

- Praia da Areia Branca: a situação que envolve os três bares junto à muralha esteve no centro das atenções, dado que têm que ser adaptados ao POOC - Plano de Ordenamento da Orla Costeira. Nesse sentido, estão a ser desenvolvidos os passos no sentido de ser elaborado um projecto de um edifício único, “para que ali haja uma coerência estética”. Mas já não será possível lançar as obras antes da época balnear, “o prazo é demasiado apertado”, pelo que a demolição e construção da nova estrutura deverá começar a partir de 15 de Setembro. A situação dos restantes dois bares junto à muralha - Sol Mar e Foz - também será resolvida em harmonia com o POOC. Nesta zona estão ainda previstos mais dois bares.

Limpeza dos rios prometida pela ARH

Lourinhã disputa com Sintra o montante de 569.690 euros que a ARH Tejo prevê gastar no âmbito dos trabalhos de reabilitação e requalificação das linhas de água dos dois concelhos. A verba está garantida pelo QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional e pelo Fundo de Protecção dos Recursos Hídricos, instituído no âmbito da Lei da Água e resultante da Taxa de Recursos Hídricos criada em2009. Pretende-se que no concelho lourinhanense possam decorrer obras de recuperação e beneficiação na Ribeira do Toxofal e no Rio Grande.

Oeste com planos em vias de concretização

Em termos regionais, a ARH Tejo prevê executar o Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo e do Plano das Bacias Hidrográficas das Ribeiras do Oeste (até Junho), o guia metodológico para elaboração do Plano de Gestão de Risco de Inundações para Zonas Urbanas, a gestão do risco do litoral sob a sua jurisdição, a criação e implementação de um sistema de monitorização do litoral. Os projectos têm financiamento garantido pelo Orçamento de Estado, através do PIDDAC - Plano de Investimentos e Despesas da Administração Central, e ainda por fundos comunitários canalizados pelo QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional.

Ver texto completo: http://www.alvorada.pt/noticia.php?id=4075

Fonte: Jornal Alvorada

sábado, 27 de novembro de 2010

“Verão de 2010 na Praia da Areia Branca”(P.A.B.)



A Praia da Areia Branca = sala de visitas da Lourinhã É um facto: de todo o concelho há sempre alguém que dá uma saltada à Praia da Areia Branca.


E, no Verão de 2010, o microclima da P.A.B. não deixou os seus créditos por mãos alheias: comparando com Lisboa (e até com os Algarves) na P.A.B. sentiu-se, por via de regra, um vento menos forte.

Depois, os 40° que atingiram a capital em finais de Julho, traduziram-se por temperaturas amenas na P.A.B..

O Edifício do Turismo

Está de parabéns novamente a Divisão Sócio-Cultural da C.M.L., o Dr. J. D. Mergulhão, pelas exposições que apresentou, especialmente os dois últimos com textos e fotos da Foz do Rio Grande e a referente a Dinossauros, com elevado nível estético e didáctico, esta com o dedo e o entusiasmo de sempre do Simão.

Nova cara da Praia da Areia Branca

Notável, verdadeiramente notável é o esforço da C.M.L. no requalificar a Alameda do Vigia da P.A.B. com condignos espaços pedonais e miradouros naturais entre os Edifícios da Vigia e Palacete Maria das Neves. Sobretudo não esqueçamos que fez em 20 de Junho deste ano, precisamente um ano, que o Presidente da C.M.L. inaugurou aquela obra impecável da ligação do paredão (desde a Pousada da Juventude até ao Parque de Campismo) e ainda a requalificação urbana da frente do mar da P.A.B. e a Foz do Rio Grande, com os parques de estacionamento. São obras que dão novo rosto à P.A.B. e nas quais todos nos revemos, nomeadamente com o parque comercial quase no fim da Rua da Foz, agora com mais espaço de restauração e animação popular nas noites deste passado Verão de 2010.

Logística desportiva na Praia da Areia Branca

Por ordem de massa popular utilizadora eis cinco marcas fundamentais na P.A.B.:
1 - Mini-golf (funciona ao longo de todo o ano com a cooperação valiosa de “Akiácopus”).
2 - Dois “courts” de ténis na nova urbanização da P.A.B.
(usados anualmente).
3 - Campo polivalente de patinagem com utilização livre.
4 - Três escolas de Surf com predominância no tempo de Verão.
5 - Demonstração de ciclismo do ginásio “Nova Era”, este ano no novo espaço comercial.

Feira de velharias e antiguidades

O seu novo local em tempo de Verão (entre a Praia Sul e o Parque de Campismo) é, de facto, a vários títulos, o mais adequado. Neste Verão a sua frequência foi “recorde”.

Mais actividades de praia

Pois é: a publicidade também nos traz coisas válidas. Assim o Finibanco promoveu em 10 praias o apoio a actividades, sempre com o som de música chamativa e com o apoio da C.M. da Lourinhã. Concretamente na P.A.B. o local escolhido foi a Praia Sul e em finais de Julho. Tratou-se de um conjunto de elementos insufláveis de logística de praia, donde se destacavam duas piscinas com lições de hidro-actividade, um campo de volei, dois “escorregas” - sendo um para gente miúda e outro (monumental e também gratuito) para adultos. Eis, pois, a P.A.B. mais apetrechada, mais bonita, mais cuidada. Foi assim, neste Verão de 2010 - graças a Deus!

Atendedores turísticos

Nem vale a pena abordar-se este problema... No mínimo, por vezes, nota-se uma actuação displicente. Falta de prática? Falta de formação? Falta de empenho? Enfim: dava pano para mangas certos pormenores das relações inter-pessoais e até das horas de abertura do Edifício do Turismo.

Pôr-do-sol divino

A P.A.B. tem muitos patamares para se ver o pôr-do-sol. Praticamente em cada dia que passa temos esse sortilégio de rara visão do pôr-do-sol.

Conheço “pores-do-sol” no Brasil, no Oriente, e no Norte de África; aqui, na Praia da Areia Branca este pôr-do-sol parece único e com temperatura agradável.


C. L. Ferreira da Silva
fonte: Jornal Alvorada

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Mais limpeza na Praia da Areia Branca

Mais limpeza na Praia da Areia Branca

Escolhi a praia da Areia Branca (Lourinhã) para férias porque soube que tinha Bandeira Azul. Uma das partes está concessionada e ostenta o galardão, mas na zona sul existe um rio sujo que atravessa o areal.

26 Julho 2010

Fico triste pelo descrédito que os nossos autarcas e governantes dão a tudo, até à Bandeira Azul, pois não garantem a qualidade nos locais em que é atribuída.

Ângela Caetano

A RESPOSTA
Em toda a zona costeira da Lourinhã pode-se tomar banho à vontade; as águas estão limpas, conforme demonstram as análises. No caso da Areia Branca, está concluído o processo de despoluição do rio Grande. No entanto, na zona mais baixa, ainda existem alguns lodos, que serão removidos após a época balnear. É também nossa intenção fazer a ligação do rio ao mar e recuperar as margens. Na zona a que a leitora se refere, a água do mar está em perfeitas condições (não se pode é tomar banho no rio, conforme indica a sinalização) e só não tem Bandeira Azul, à semelhança da outra, porque falta o apoio de praia. Vamos abrir concurso em Setembro.

José Manuel Custódio, Presidente da Câmara Municipal da Lourinhã

Praia ameaçada por rio poluído


Lourinhã: Recebeu a bandeira azul pela primeira vez este ano

Praia ameaçada por rio poluído

Alguns banhistas consideram que as normas da Bandeira Azul, atribuída este ano pela primeira vez à praia da Areia Branca, na Lourinhã, não estão a ser cumpridas, devido à retenção da poluição no rio Grande, que desagua na estância balnear. Ângela Caetano é um dos veraneantes desapontados: "Fiquei triste porque a praia está poluída por um rio que entra pelo mar quando as entidades locais o abrem. Outras vezes está fechado, conforme a vontade e a necessidade de se fazerem as análises às águas".

Para a Bandeira Azul ser concedida, deve haver "ausência absoluta de descargas de águas residuais industriais, urbanas ou outras na área da zona balnear, assim como nas zonas envolventes que comprovadamente a afectem directamente". Além disso, "não são permitidos quaisquer armazenamentos, retenções, tratamentos ou infiltrações de água residual na área da zona balnear".

O presidente da Câmara da Lourinhã, José Custódio, nega que a poluição do rio afecte a qualidade da praia, dado que "o seu curso está fechado e não entra em contacto com a praia". O autarca assegura ainda que as últimas análises, realizadas há oito dias, certificam a qualidade da água e a permanência da Bandeira Azul.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Obras na Praia da Areia Branca avançam este ano para travar erosão agravada pelo Inverno



24.03.2010 - 09:17 Por Lusa

As obras de consolidação da arriba a norte da praia da Areia Branca (Lourinhã), onde uma parte desmoronou em 2005 sem fazer vítimas, vão avançar este ano após o Verão face ao avanço da erosão, revelou a autarquia.


A instabilidade da arriba na zona, conhecida por Casal dos Patos, é o caso mais preocupante do litoral do concelho, para onde está previsto desde 1997 um projecto de consolidação do talude, mas as obras têm vindo a ser adiadas pelo Instituto da Água (INAG).

“Por ser uma zona de grande afluência, deixa-nos muitas reservas em relação ao Verão, na medida em que temos tido uma evolução muito desfavorável de aumento do risco com infiltração das águas”, adiantou o autarca, que esteve já este ano no local com técnicos do INAG.

Apesar de ser uma zona com casas no topo da arriba, o principal perigo é para os banhistas que no verão se refugiam junto às arribas para se abrigarem do vento, disse.

(ler todo o artigo) http://www.publico.pt/Sociedade/obras-na-praia-da-areia-branca-avancam-este-ano-para-travar-erosao-agravada-pelo-inverno_1429115

Código Comportamental

Ao longo da praia

1. Ter sempre cuidado. As marés, as correntes e as ondas podem ser perigosas;

2. Não subir encostas e arribas. Afaste-se o mais possível dos precipícios;

3. Tome atenção aos sinais de aviso colocados na praia;

4. As rochas cobertas por algas podem ser muito escorregadias, tenha atenção aos locais por onde anda;

5. Procure observar os animais e plantas sem os perturbar. Não coleccione animais vivos. Mantenha os animais e as plantas húmidos e volte a coloca-los na água o mais depressa possível. Se afastar pedras ou rochas volte a coloca-los onde estavam. (não destrua habitats);

6. Não mexa nos ninhos nem nos pássaros que habitam na zona;

7. Não traga animais domésticos para a praia, esse não é o lugar deles;

8. Não deixe lixo no areal ou no mar, nem faça fogueiras;


NOTA: Quando somos apenas convidados na casa de alguém, qual é o comportamento que devemos ter?
Devemo-nos submeter às regras que os anfitriões estabelecem para o seu próprio espaço, devemo-nos comportar como pessoas civilizadas, em suma devemos ter consciência de que aquela não é a nossa casa e não podemos fazer o que nos apetece. Não é !?
Ora, no meu ponto de vista, o mesmo se passa com as zonas costeiras, com as praias e neste caso mais específico com a Praia da Areia Branca. O areal, as arribas, os locais que são habitat para animais marinhos NÃO SÃO A SUA CASA! Por isso, respeite “ os seus anfitriões!”

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Artigo de opinião - Verão de 2009 na PAB

PAREDÃO

Já tem uns anos de vida o paredão que nos separa das areias e que na extensão dos seus 350 metros, nos satisfaz desde a Pousada de Juventude (das mais bem situadas de Portugal) até à foz do rio Grande. A noite é um vai-vem de gente nesse passeio higiénico convidativo, não raramente interrompido pelo abuso (e falta de fiscalização) dos ciclistas.

Porém, neste Verão de 2009, a rocha da Foz fez a ligação do paredão à nova ponte. Assim, o paredão vai “desaguar” à esquerda na linda zona formada por socalcos ajardinados, onde flutuam as imperiais palmeiras.

O PôR-DO-SOL NA P.A.B.
Ouvir o banheiro Manuel Carlos Marques é ouvir um catedrático da natureza sobre os fenómenos que acontecem nos céus e no mar. Foi ele quem me garantiu o testemunho de muiiitos estrangeiros (alemães, ingleses, familiares de eslavos que cá laboram, visitantes nortenhos, etc.) que dizem nunca terem vistos um “pôr-do-sol como aqui o nosso na P.A.B.”. Descrevem-me o popular “olho-de-boi” e seculares momentos divinais do arrebol quando o astro-rei se esconde no horizonte atlântico.

Dou razão a quem me mostrou uma colecção rara de pôr-do-sol visto da nossa P.A.B. É um espectáculo único que a natureza nos dá, esse pôr-do-sol que se contempla na nossa P.A.B.

SEGURANÇA

Neste aspecto a P.A.B. só avançou naquilo que podia: as gentes tiveram cuidado, embora as garrafas de cerveja poluem por todos os lados. Os jardineiros (20 valores para o impecável Sr. Rocha) amiudadamente deparam com garrafas de cerveja vazias ao apararem a relva. Só raramente vi dois agentes apeados da GNR. Também os vi a cavalo, sim; mas… planeamento e vigilância no Verão? Nada…


Fonte: C. L. Ferreira da Silva

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O Mar repôs o Areal na Praia da Areia Branca




A Praia da Areia Branca, voltou a fazer jus ao seu nome. Depois de em Janeiro o mar ter levado o areal, deixando a nu rochas e “pequenos tesouros” escondidos, as correntes repuseram gradualmente a areia, devolvendo a “identidade” a esta estância balnear. Esta remoção e posterior reposição da areia é um fenómeno que ocorre ciclicamente nas praias portuguesas, resultando de uma variabilidade natural que está ligada às correntes e às próprias condições climatéricas.

Como foi notório no passado fim-de-semana, o areal está pronto para receber turistas e veraneantes, que podem fruir do sol e do mar no conforto da areia branca.

Data de publicação: 2010-04-18

Fonte: rádio clube da Lourinhã
Foto: Dora Carolo

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Caracterização geológica

Relativamente à natureza geológica das formações rochosas litorais que servem de habitat às espécies marinhas mais habitam na zona de transição entre o ambiente aquático e o ambiente terrestre, são compostas essencialmente por arenitos e argilas datadas do jurássico superior (cerca de 150 M.A). As suas arribas características apresentam camadas alternadas de arenitos e argilas de surpreendentes colorações. Associada à natureza rochosa do substrato,
encontram-se elevados níveis de diversidade biológica marinha.




Fonte:" Apanha artesanal de recursos marinhos costeiros no concelho"
Autora: ANA SILVA ( Bióloga marinha)

Caracterização biogeográfica

Toda a costa continental portuguesa se situa na província biogeográfica Lusitana e assim sendo, podemos esperar que exista uma relativa concordância na variedade de espécies marinhas litorais existentes em todo o litoral português.
A zona abrangida pelo concelho da Lourinha, faz parte do gradiente ecológico/biológico que percorre Portugal continental. As espécies marinhas aí existentes, são características de águas mais frias (boreais). Por outro lado as espécies mais próximas do arquipélagos são próprias de aguas mais quentes (sub-tropicais).




Fonte:" Apanha artesanal de recursos marinhos costeiros no concelho"
Autora: ANA SILVA ( Bióloga marinha)

Algumas espécies marinhas da PAB

Navalheira

Designação científica: Necora puber

A navalheira é uma das espécies de crustáceos mais abundantes no litoral abrangido pelo concelho da Lourinhã. Caracterizado por um animal muito rápido, de comportamento agressivo, facilmente identificável pela cor castanho-escuro com manchas e faixas azuladas da carapaça e pela posse de olhos vermelhos.
No que respeita à sua ecologia populacional, o pico de maior abundância para esta espécie corresponde ao período de inverno.
Este tem como habitat refúgios de natureza rochosa, localizados no nível inferior da zona das marés (andar infralitoral). Os indivíduos juvenis podem ser encontrados sob a protecção de pedras soltas ou, em alguns casos, sob os tentáculos da anémona-do-mar “verde” (espécie Anemonia sulcata).






Camarão-branco-legítimo

Designação científica: Palaemon serratus e Palaemon elegans

Atinge um comprimento máximo de cerca de 11 cm.
O seu habitat pode ser muito variável, distribuindo-se desde as pequenas poças criadas pela baixa-mar, até comunidades de algas e refúgios rochosos localizados em níveis inferiores da zona das marés (andar infralitoral) onde atingem maiores dimensões.





Santola

Designação científica: Maja squinado

A carapaça é revestida por numerosos pequenos espinhos e bordejada lateralmente por espinhos maiores. A sua cor varia em regra entre o vermelho e o castanho. Uma das suas características mais importantes não é a sua capacidade de fuga, mas sim a sua capacidade de mimetismo (camuflagem). Na realidade, este animal é geralmente indistinguível do substrato onde se encontra, por apresentar uma cobertura na carapaça de algas em crescimento. Regra geral, habita em níveis inferiores de maré, em povoações de algas, onde se pode camuflar. É de constatar a sua diminuição em número nas praias do concelho. Na praia da Areia Branca já é, infelizmente, inexistente.






Polvo

Designação científica: Octopus vulgaris

O polvo caracteriza-se pela sua natureza curiosa. É relativamente fácil a sua observação, se conseguirmos ultrapassar a barreira visual proveniente da sua extraordinária capacidade de mimetismo face ao meio que o rodeia.
O habitat do povo é despojado de grandes exigências; distribui-se desde a zona das marés até níveis mais profundos. Refugia-se em cavidades rochosas de surpreendentes dimensões, por vezes, também é encontrado em locais muito menores do que o seu tamanho (uma vez que consegue moldar-se e mudar a sua forma muito facilmente, adaptando-se ao meio que se encontra num determinado momento).






Mexilhão

Designação científica: Mytilus galloprovincialis

Crescendo fixos a rochas, os mexilhões juntam-se em grandes comunidades que se distribuem que se distribuem por toda a faixa intertidal e que se podem estender até cerca de 8 metros. Os juvenis encontram-se preferencialmente em locais de mais hidrodinamismo.
A metodologia de apanha pode induzir graves alterações e danos nas comunidades, se não se cingir apenas a uma captura individuo a individuo utilizando a força manual.




Lapa

Designação científica: Patella spp

A sua distribuição abrange um total equivalente à zona entre marés. Estes organismos possuem uma elevada capacidade de fixação à rocha, oferecendo grande resistência à separação do substrato, o que parece ter influência na sua captura, dependendo do tipo de rocha a que se fixam.




Caramujo ou burrié


Designação científica: Monodonta lineata

Os caramujos são pequenos gastrópodes que habitam toda a extensão da zona das marés. A sua concha pode atingir 3cm de altura. Nesta zona litoral,a abundância de indivíduos de tamanho razoável é escassa, não sendo por isso uma das espécies alvo preferenciais por apanhadores artesanais.






Caboz ou marachomba

Designação científica: Famílias Blenniidae e Gobiidae

O caboz, habita nas poças deixadas pela baixa-mar, este pequeno animal representa uma das espécies mais comuns que povoam a zona de marés. Alimentando-se de pequenos crustáceos (cracas) e mexilhão, pode atingir o tamanho máximo de cerca de 16 cm.




Ouriço-do-mar

Designação científica: Paracentrotus lividus

O ouriço-do-mar pode apresentar diversas colorações, desde o violeta, verde, branco, até ao castanho. É um animal de fortes características gragárias, vivendo em cavidades escavadas na rocha na zona de maré ou em volta de rochas em maior profundidade. Devido a esta ultima característica, esta espécie-alvo é capturada sobretudo no período de maré viva, quando a maré baixa o suficiente para que se tenha acesso aos indivíduos de maiores dimensões que se encontram em maiores profundidades.
O seu período de desova é em Março.



Limo de seda

Designação científica: Gelidium sesquipedale

Talo constituído por ramos estreitos e achatados, que apresentam ramos secundários, geralmente opostos, que por seu turno são portadores de râmulos, simples ou penados. Cerca de 30 cm de altura. Alga Infralitoral, formando fáceis muito extensas e densas.
Esta espécie de alga vermelha usufruiu no passado de grande importância económica, tendo sido activamente procurada nesta zona devido à sua elevada abundância. Dela se extrai o ágar-ágar, substância utilizada em preparações bacteriológicas, na indústria e em aplicações farmacêuticas. Apesar de colhida em grandes quantidades por mergulhadores profissionais, é ainda procurada pelas gentes locais para aplicação medicinal.





Limo-de-correia

Designação científica: Saccorhiza polyschides


Designada no concelho da Lourinhã por limo-de-correia, esta alga castanha consegue encontrar neste ambiente litoral condições vantajosas para o seu desenvolvimento, crescendo em extensas frondes.
Esta mais valia foi sobretudo explorada no passado tendo os agricultores das localidades à beira mar deste concelho utilizado esta alga em conjunto com outras para a fertilização dos campos agrícolas.
Actualmente, o limo-de-correia apresenta ciclos anuais de abundância, existindo anos mais propícios para o seu desenvolvimento do que outros.



Estrela-do-mar

Designação científica: Marthasterias glacialis

Vivem em águas costeiras, umas sobre as superfícies rochosas, outras enterradas na areia.
O corpo é duro e rígido, devido ao seu esqueleto interno, mas, no entanto, pode ser quebrado em diversas partes quanto tratado violentamente. Mesmo assim, este animal consegue dobrar-se e deslocar os braços para se mover para passear, ou quando o seu corpo se encontra em espaços irregulares entre rochas.
Estes animais, de aspecto tão tranquilo, são predadores eficazes, alimentando-se de todo o tipo de invertebrados, com particular destaque para os bivalves! Envolve-os com os seus braços, fixando-se através dos pés ambulacrários para forçar a abertura da concha. Em seguida introduz o seu estômago no corpo da vítima, que então é facilmente devorada.






Vinagreira-negra

Designação científica: Aplysia fasciata

Alimenta-se de qualquer tipo de algas (vermelhas, verdes, pardas ....). Per-corre o fundo lentamente para se ir alimentando.
É uma espécie herbívora.
Encontramo-la em águas superficiais, até uns 25 metros de profundidade. De dia esconde-se nas frestas das rochas, saindo à noite em busca de alimento.
Está presente em toda a costa Mediterrânea e do Atlântico Oriental.


As vinagreiras são moluscos muito semelhantes em aparência às lesmas. Possuem, no entanto, uma concha que está coberta pelo manto;

• O nome comum deriva do líquido de cor púrpura que deitam por vezes quando molestadas (como “vinagre tinto”);

• Se se sente molestada desprende uma substância branca e violeta, com que afugenta os seus inimigos, não é venenoso;

• É a única lebre de mar que pode nadar bem, graças aos movimentos on-dulantes dos seus parapódios;

• Durante a Primavera podem observar-se os animais adultos por ser esta a altura do acasalamento. Os jovens aparecem em finais do Verão até ao Outono.




Anémonas

Designação científica: Anemonia sulcata

Esta anémona é muito vulgar nos locais mais abrigados da zona-de-marés. Ao contrário de outras anémonas, não consegue recolher os seus longos tentáculos. Por isso, para minimizar as perdas de água durante a maré-baixa, reduz a superfície corporal exposta. Vive em simbiose com algas verdes (que lhe conferem a coloração típica), pelo que povoa locais junto à superfície e bem iluminados. Para além de obter substâncias nutritivas produzidas pelas algas que vivem no seu corpo, alimenta-se de pequenos peixes e crustáceos.





Morango-do-mar

O morango-do-mar ocorre em duas variedades, uma vermelha e outra verde. Possui uma coroa com cerca de 200 tentáculos e uma coluna, cuja base adesiva, apresenta um bordo azul. É muito territorial, atacando com os seus tentáculos, cobertos de células urticantes, todos os intrusos que ousam aproximar-se. Ocorre em costas rochosas, desde a zona limite das marés, até aos cerca de 2 m de profundidade. Possui uma grande tolerância à dissecação, permanecendo, se necessário, longas horas com os tentáculos recolhidos. A fecundação pode ser externa ou interna, dando-se o desenvolvimento da larva, neste caso, no interior da cavidade gastrovascular. Alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos e moluscos.



Fonte:" Apanha artesanal de recursos marinhos costeiros no concelho"
Autora: ANA SILVA ( Bióloga marinha)